Registro Hospital

Criado em 1987, o Registro Hospitalar de Câncer (RHC) do Hospital de Câncer de Barretos tinha a função de catalogar e alimentar um banco de dados para que se tenha dos tumores que afetam os pacientes.

No ano de 2000, a coleta dos dados passou a ser feita de forma sistematizada de acordo com a Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP) que a partir desta data, foi incumbida da coordenação e processamento dos dados dos registros hospitalares de câncer de todo o estado, organizando e avaliando dados de atendimento em câncer disponíveis. Além de acompanhar a evolução da rede de atenção oncológica, assistir a secretaria estadual de saúde na criação, aplicação de programas de prevenção, promoção à saúde e acompanhar a evolução da mortalidade por câncer no nosso estado.

O RHC se caracteriza como um centro de coleta, armazenamento, processamento, análise sistemática e contínua de informações sobre pacientes atendidos no hospital com diagnóstico confirmado de câncer. Entre suas principais finalidades, destacam-se:

Servir como fonte de informações para o planejamento administrativo da instituição.
Servir de base para pesquisas e levantamentos epidemiológicos sobre câncer.
Contribuir para a melhoria da assistência prestada ao paciente.
Auxiliar na organização de um Sistema de Informação em Câncer.
Permitir a troca de informações com outros registros hospitalares e a organização de estudos colaborativos.
Estimular a melhoria do prontuário médico, principal fonte de dados.
Efetuar, ao longo do tempo, seguimento dos casos cadastrados, possibilitando, sobretudo, análise de sobrevida dos pacientes.

Atualmente o RHC do Hospital de Câncer de Barretos conta com nove colaboradores trabalhando em tempo integral, sendo cinco registradores, um responsável pelo seguimento dos pacientes (follow-up), um administrador, um técnico de suporte e um estatístico, que oferece auxílio nas análises estatísticas dos estudos de interesse dos vários departamentos médicos existentes no Hospital. O setor conta ainda com um coordenador médico responsável, acionado sempre que necessário.

Com informações cadastradas desde o ano de 1985, o RHC possui atualmente mais de 110.000 pacientes catalogados.

Entre os dados coletados pelo RHC, estão as informações pessoais do paciente e os dados referentes ao tumor, como localização, morfologia, data do diagnóstico e tratamento proposto, entre outros.

Diariamente são levantados junto ao SAME (Serviço de Arquivo Médico e Estatística) cerca de 200 prontuários. Os pacientes não portadores de neoplasias são então descartados do registro, já que apenas casos de câncer são cadastrados.

A FOSP estipula um período de seis meses de atraso entre a data da consulta do paciente no hospital e o seu cadastro no sistema para que informações como a confirmação diagnóstica e detalhes de terapias realizadas possam ser incluídos, com menor número de casos com informação insuficiente. Após completar um ano de seu diagnóstico, cada prontuário é revisado e as informações são atualizadas (como recidivas, novos tratamentos propostos, metástases, etc), num processo que denominamos por período de seguimento.

Por se tratar de uma fonte de busca por informações destinadas à pesquisas oncológicas, o RHC procura continuamente melhorar a qualidade dos dados oferecidos, através de conferências e correções sistemáticas do que é registrado diariamente.