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‘Dia Mundial da Saúde Ocular’: saiba mais sobre o Retinoblastoma

 

O dia 10 de julho marca o “Dia Mundial da Saúde Ocular” - uma forma de alertar a população sobre as doenças que podem acometer nossos olhos e estimular uma rotina de cuidados básicos, incluindo uma visita periódica ao oftalmologista. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 314 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência visual em todo o mundo, sendo que 45 milhões delas são cegas. Mais de 75% podem ser evitadas ou curadas quando diagnosticadas precocemente.

Sabendo que a prevenção é essencial para evitar-se muitas doenças oculares, o Hospital de Amor preparou uma matéria especial sobre um tipo de câncer que acomete, principalmente, as crianças: o Retinosblastoma. A oncologista pediátrica do Hospital de Amor Infantojuvenil, Dra. Roberta Zeppini, esclarece as principais dúvidas em relação a esse tumor, as formas de diagnóstico e tratamento, além de alertar sobre os principais sinais e sintomas da doença.

Confira a entrevista:

O que é o retinoblastoma?
R.: Retinoblastoma é o tumor maligno intraocular (ou seja, dentro do olho) originário de células embrionárias da retina, mais comum na faixa etária pediátrica.

Quais são as causas para o desenvolvimento desse tumor?
R.: Esse tumor é causado por uma mutação no gene RB 1 (gene supressor de tumor), que levará a uma alteração no ciclo celular.

Existe mais de um tipo de retinoblastoma? O que caracteriza cada um desses tipos?
R.: O retinoblastoma pode ocorrer de forma hereditária ou esporádica. Quando a mutação é herdada de um dos pais, a criança apresenta a forma hereditária, podendo ocorrer o aparecimento do tumor nos dois olhos e em idade mais precoce, até mesmo no nascimento. Estas crianças apresentam sensibilidade ao desenvolvimento de outros tumores, além do retinoblastoma no decorrer da vida.
Quando a mutação não é herdada e sim adquirida, ocorre o desenvolvimento do tumor na sua forma esporádica, geralmente em idade mais tardia (no máximo até os 4 anos) e em um único olho.

Como é feito o diagnóstico desse tumor?
R.: O diagnóstico do retonoblastoma é feito pelo exame oftalmológico sob sedação. Exames de imagem como ressonância de órbitas e encéfalo, e tomografia, auxiliam no diagnóstico a avaliação da extensão da doença. A biópsia do tumor não é necessária para a confirmação diagnóstica.

Em qual população ele é mais incidente?
R.: O retinoblastoma acomete crianças, em média, na faixa etária de 2 anos, sendo 80% dos casos diagnosticados antes dos 3-4 anos de idade.

Quais são os tratamentos disponíveis para a doença?
R.: O tratamento do retinoblastoma depende do estadiamento do tumor. A primeira avaliação é se o tumor está dentro do olho (intraocular) ou atingiu estruturas fora do globo ocular, como por exemplo, nervo óptico (extraocular). Se a lesão for intraocular, será estadiada para definição de tratamento. Como modalidades terapêuticas, citamos a: quimioterapia sistêmica, quimioterapia intra-arterial, quimioterapia intravítrea, termoterapia transpupilar, crioterapia, laser, enucleação (retirada do olho), radioterapia externa e braquiterapia.

A quais sinais e sintomas as famílias devem ficar atentas para ajudar nesse diagnóstico?
R.: O sinal mais comum no retinoblastoma é a leucocoria (reflexo do ‘olho do gato’ ou reflexo branco). Também podem estar presente o estrabismo, buftalmia (aumento de volume do globo ocular – edema), vermelhidão nos olhos, heterocromia (um olho de cada cor) e glaucoma.

Por que o diagnóstico precoce é importante?
R.: O diagnóstico precoce do retinoblastoma muda de forma significativa as chances de salvarmos a visão e a sobrevida da criança (chances de cura). Por isso, toda suspeita deve ser encaminhada ao oftalmologista e avaliada pelo mesmo.

Que recado de alerta devemos deixar para os pais e familiares neste ‘Dia da Saúde Ocular’?
R.: Ao tirar fotos de seus filhos, observe o reflexo nos olhos ao incidir a luz. Qualquer dúvida, procurem um profissional da saúde que lhes encaminhem a um especialista. Não esperem para buscar ajuda.