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Hackathon: HA realiza evento de biotecnologia com Rice University e FACISB

 

Pioneirismo no Brasil: em parceria com a universidade norte-americana Rice University, o Hospital de Amor (HA) realizou nos últimos dias 7 e 8 de maio, em Barretos (SP), a 1ª edição de seu Hackathon Challenge. O evento, que reuniu estudantes da FACISB (Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos Dr. Paulo Prata) e do centro acadêmico estadunidense, além de profissionais nacionais e internacionais da saúde e de outras áreas, teve por objetivo discutir os desafios e as oportunidades da saúde pública no mundo, buscando o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas.

Em painéis, médicos e pesquisadores do Hospital de Amor e os especialistas da Rice University discutiram temas voltados à saúde urbana e ambiental, à saúde comunitária e doenças crônicas e à ciência comportamental e educacional. Os profissionais falaram ainda sobre a aplicação de tecnologias vestíveis (wearables) nos diagnósticos e como a tecnologia pode ser usada nos tratamentos e na prevenção ao câncer.


O envolvimento do HA em um evento como este reforça o caminho que a instituição tem trilhado, visando o constante aprimoramento e a excelência de serviços prestados à comunidade. “O Hackathon é uma espécie de congresso associado a um brainstorm, ou seja, pessoas com expertises bem distintas se juntam para resolver problemas práticos. E essa sempre foi a grande filosofia do Hospital de Amor: encontrar as soluções para os problemas práticos dos pacientes oncológicos. Melhorar o diagnóstico, o tratamento e o acolhimento dessas pessoas. Por isso, para nós, este evento é um grande orgulho, que vai além do fato dele ser realizado pela primeira vez em Barretos e no Brasil. A Rice, que é uma das universidades mais reconhecidas na área da biotecnologia, já tem tradição nesse tipo de ação nos Estados Unidos, e foram eles que nos propuseram trazê-lo para Barretos, nessa parceria com o hospital e a FACISB. Um convite como este é algo muito gratificante e nós os acolhemos com muita alegria”, disse o diretor científico do Hospital de Amor, Dr. Rui Reis.

“Ao longo da parceria com o Hospital de Amor, observamos o quão grande é o potencial dessa instituição, sobretudo de seu centro de pesquisas. Acreditamos que os projetos elaborados durante o 1º Hackathon Challenge irão contribuir fortemente para a sociedade como um todo”, comentou David Lebron, presidente da Rice University.

Durante o 1º Hackathon Challenge, os estudantes com especialidades diferentes foram desafiados a desenvolver soluções de tecnologia para aprimorar os serviços de saúde pública. “O intuito é descobrir novos talentos da medicina e incentivá-los a pesquisa e a criação de novos projetos. Sabemos que o país é cheio de mentes brilhantes e que podem contribuir para melhorar a saúde pública, principalmente no combate de doenças como o câncer”, afirmou Edmundo Mauad, diretor do HA.

No primeiro dia de evento, ocorreram palestras abordando o cenário atual e os avanços tecnológicos relacionados à oncologia, mediadas pelos médicos e pesquisadores do Hospital de Amor. Os participantes também tiveram a oportunidade de acompanhar uma palestra ministrada pelo primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes.

O Desafio
No dia 8 de maio, os estudantes, que se organizaram em 7 grupos diferentes para trabalhar nos desafios propostos, apresentaram seus projetos no 1º Hackathon Challenge, coordenado pelo diretor de extensão do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital de Amor, Dr. Vinícius Vazquez, e pela professora do curso de Bioengenharia da Rice University, Maria Oden.


A docente norte-americana expressou seu contentamento com a realização da ação em parceria com o HA. “O hospital é um lugar incrível e seus médicos e demais profissionais sempre se empenham em colaborar com a gente. A habilidade de trabalhar em parceria é algo muito forte aqui. Então, uma das razões de nós querermos a realização deste evento é poder trazer os professores da Rice para que eles possam conhecer a equipe fantástica que vocês têm, mas também trazer nossos estudantes para que eles possam interagir com os alunos de Barretos. Minha esperança é de que possamos voltar para Houston com novas parcerias, novas colaborações e novas oportunidades para desenvolver mais trabalhos que contribuam com os dois lugares”, afirmou Maria.

A troca de experiências entre os alunos dos dois países também foi mencionada como um fator positivo pela diretora executiva do Instituto de Saúde Global Rice 360º, Ivette Mirabal. Para ela, a exposição dos discentes a realidades distintas daquela que eles têm em seu cotidiano influencia fortemente na formação dos estudantes nas esferas pessoais e profissionais. “Ter nossos alunos aqui, trabalhando nos projetos, gerando o processo de resolução de problemas, vendo o engajamento com pessoas de culturas diferentes, lidando com as barreiras linguísticas, com as áreas de conhecimento diferentes é algo muito gratificante”, esclareceu.

Dentre os projetos que foram desenvolvidos, destacam-se: um software voltado para a comunicação eletrônica; um dispositivo automático para a aplicação de doses de radiofármacos; um dispositivo portátil de bomba a vácuo e um dispositivo portátil de fixação para o processamento dos tecidos biológicos com a inclusão automática de parafina para operação em qualquer ambiente. Também foram elaborados aplicativos visando o controle de qualidade, monitoramento dos efeitos da quimioterapia, e orientações pré-operatórias.

Para o estudante do 4º ano de medicina da FACISB, Tarik Miranda, a participação no evento é uma oportunidade única. “No nosso projeto, nós tivemos que elaborar uma técnica que permitisse a administração automatizada de radioisótopos na rotina do setor de Medicina Nuclear do Hospital. Atualmente, esse trabalho é feito de maneira manual e é um processo que acontece muitas vezes, com os profissionais utilizando os aventais de proteção de chumbo, que são pesados. Por isso, o que nós estamos tentando fazer também é pesquisar materiais mais leves e baratos para melhorar o trabalho deles. Todos os grupos têm alunos dos dois países e isso é uma experiência que enriquece muito o nosso currículo. Essa interação com outra cultura, com outras áreas de ensino, traz uma importante bagagem de informação multiprofissional. A gente espera que esses protótipos possam ser úteis no futuro para o hospital e para a sociedade”, disse.

A aluna do curso de economia da Rice University, Meg Brigman, também acredita que o projeto de seu grupo pode ser uma ferramenta importante para auxiliar no trabalho de profissionais da saúde. “É minha segunda vez no Brasil, mas é a primeira vez que venho a Barretos. Eu estou vivendo uma experiência incrível aqui. É bom poder conhecer os estudantes brasileiros, aprender com as apresentações de professores e médicos, além de participar de um desafio tão interessante como esse. No trabalho que estamos desenvolvendo, nosso objetivo é pensar numa forma para aprimorar ainda mais a qualidade dos exames de mamografia realizados pelo hospital. Nós estamos criando uma ferramenta que atribui 8 áreas de avaliação desses exames, para auxiliar os técnicos a oferecer um exame mais preciso. Essa ferramenta estará inserida em um aplicativo, onde os médicos ou avaliadores poderão analisar a performance dos técnicos e ajuda-los a se aprimorar. A oportunidade de trocar experiências com esses outros estudantes está sendo algo fantástico”, expôs a jovem.

O coordenador do curso de medicina e também professor da FACISB, Dr. Flávio Cárcano, reforçou a importância da concretização do evento para os alunos do centro acadêmico barretense. “Mesmo sendo uma faculdade jovem no cenário educacional brasileiro, nós sabemos o quanto é essencial trabalharmos o desenvolvimento intelectual dos nossos alunos. Esse tipo de evento é algo bem diferente do que estamos acostumados a ver no nosso país e ele traz grandes oportunidades dos alunos enxergarem além do seu campo de atuação, já que temos essa interação com estudantes de áreas tão diversas”.