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Aulas de dança do ventre levam alegria e mais autoestima a pacientes do Hospital

Todas as quintas-feiras, o Instituto de Prevenção do Hospital de Amor recebe uma movimentação diferente. As mulheres que realizam exames preventivos ou que estão em tratamento na instituição se preparam para uma das aulas mais esperadas da semana: a dança do ventre!

Desde setembro de 2017, a professora de dança árabe e voluntária, Jeniffer Leigre, se dedica às aulas ministradas no Hospital. Sabendo dos benefícios maravilhosos que a dança do ventre traz para o corpo e para a alma feminina, o projeto surgiu com o objetivo de trazer movimento, alegria e, principalmente, autoestima para essas mulheres que, muitas vezes, estão aguardando tediosamente na sala de espera dos exames preventivos ou enfrentando um momento difícil por conta da doença. “As pacientes, de modo geral, sofrem muito com os efeitos colaterais do tratamento, e esses efeitos atingem diretamente a autoestima delas. A dança é muito importante pelo resgate da feminilidade, além de ser uma atividade física sem grandes impactos físicos, que proporciona momentos de lazer e diversão”, afirmou Jeniffer.

As aulas, com início às 13h10, têm duração de 50 minutos, aproximadamente. De acordo com a professora, elas começam com um bate-papo para se conhecer melhor e para que informem suas limitações físicas. Depois, realizam um alongamento relaxante, aprendem sobre postura e alguns passos importantes da dança. Quando elas ficam familiarizadas com o ritmo, desenvolvem uma coreografia e finalizam o encontro com mais um alongamento.

Os resultados obtidos com as aulas são surpreendentes. “É notável a empolgação delas no início dos encontros. A maioria das participantes relata que sempre teve vontade de dançar, mas nunca teve oportunidade. É aí que eu me sinto completamente realizada, pois estou tendo a chance de reatar um desejo, às vezes esquecido ou deixado de lado, por conta da doença”, contou a professora.

Alunas
Edlei Maria, de 39 anos, está em tratamento há 1 ano no Hospital de Amor. Longe da família (que reside em Araçatuba – SP, sua cidade) e lutando contra um câncer de mama, ela não hesitou em participar das aulas quando recebeu o convite. “Eu estava no curso de automaquiagem, também na instituição, quando fui informada sobre a dança do ventre. Não pensei duas vezes”, brincou. Após sua segunda aula, ela se diz muito animada e pensa em continuar aprendendo. “A professora é maravilhosa e a dança é encantadora, sensual. Eu aprendo alguns passos na aula e chego em casa querendo ensinar todo mundo. Estou muito feliz e pretendo continuar para aprender mais técnicas”.

A opinião da Nair Ferreira de Melo, barretense, de 63 anos, é a mesma. Muito animada e com um baita sorriso no rosto, ela veio até o Instituto de Prevenção fazer exames de rotina e decidiu participar da aula. “A dança do ventre é linda e eu sempre admirei muito. Agora que pude aprender, estou me sentindo maravilhosa. Vou embora com a autoestima lá em cima”, declarou Nair.

Para Jeniffer, ouvir essas declarações é o que mais a motiva para continuar seu trabalho voluntário. “Me sinto muito honrada. Muitas mulheres acabam o tratamento e vão embora, mas, sempre que lembrarem da dança, se recordarão dos momentos maravilhosos que passamos juntas. É um presente de Deus poder passar pela ‘caminhada’ delas e poder doar tempo, carinho e amor em forma de dança”.

Como participar?
Todas as mulheres que estiverem em tratamento na instituição ou que passarem pelo Instituto de Prevenção para realizar exames preventivos podem participar das aulas. Elas acontecem todas as quintas-feiras, às 13h10.