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Rastreamento do câncer colorretal no HA já alcançou mais de 8 mil pessoas

Assim como acontece em vários meses do ano, principalmente quando nos referimos ao movimento conhecido como Outubro Rosa (que estimula a participação da população na prevenção do câncer de mama), o Hospital de Amor (HA) passou a celebrar também, há 3 anos, uma campanha mundial de incentivo a prevenção e detecção precoce do câncer colorretal. Trata-se do ‘Março Marinho’!

Desde do início da ação, a instituição já alcançou mais de 8 mil pessoas com seu programa de rastreamento. Dessas, cerca de 40 pacientes foram diagnosticados com esse tipo de tumor, que apesar de não ser tão divulgado, é muito frequente no Brasil: o terceiro mais recorrente entre os homens e o segundo entre as mulheres (chegando a ultrapassar as estatísticas do câncer de colo do útero). Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que, em 2018, serão diagnosticados 36.360 novos casos, sendo 17.380 nos homens e 18.980 em mulheres. Mas afinal, o que é o câncer colorretal?

Os cânceres colorretais são aqueles que acometem o trato digestivo (intestino grosso e reto). Esses tumores são considerados mais passíveis de prevenção, pois a evolução natural deles é bem conhecida pela medicina: eles começam com lesões precursoras, ou seja, lesões pré-malignas que são detectáveis e que podem ser removidas. Com essas medidas, é possível interromper a progressão do tumor. Normalmente, as chamadas ‘lesões precursoras’ não apresentam sintomas (como sangramentos ou dores). Por isso, para identificá-las é necessário que a pessoa seja submetida a um rastreamento para prevenir a evolução da doença.

Como funciona o rastreamento?
Existem dois exames que podem ser utilizados para realizar o rastreamento desse tipo de tumor, sendo eles: o teste de imunoquímica fecal (conhecido também como teste FIT ou exame de sangue oculto nas fezes) e a colonoscopia (que é um exame de vídeo para visualizar o interior do intestino grosso e da parte final do intestino delgado), cabendo ao médico indicar qual a melhor opção para cada paciente.

O programa de rastreamento através do teste FIT é indicado para um público bem específico: homens e mulheres que tenham entre 50 e 65 anos, que não tenham feito nenhum exame de colonoscopia ou de retossigmoidoscopia nos últimos 5 anos, não tenham nenhum histórico de doença inflamatória intestinal e de pólipos colorretais. “É muito importante que esses critérios sejam respeitados, pois caso a pessoa não se enquadre nesse perfil, o exame pode não ser a melhor opção para o paciente”, afirma a médica endoscopista do Hospital de Amor, Dra. Denise Peixoto Guimarães.

De acordo com a especialista, os sintomas só irão se manifestar quando a doença já estiver em estado avançado. Nesse momento, o tratamento já não é tão eficaz e as chances de cura, menores ainda. “Nessa hora, os principais sintomas a serem percebidos são: sangramento nas fezes, dor abdominal ou nódulo abdominal, emagrecimento ou anemia”, conta.

Como você pode se prevenir?
Alguns fatores externos podem contribuir para o desenvolvimento da doença, como: consumo de carne vermelha e processada, sedentarismo, ingestão abusiva de álcool, tabagismo, sobrepeso e obesidade. Segundo informações do INCA, as duas regiões do Brasil onde são encontradas as maiores incidências do câncer colorretal são no Sudeste e no Sul do país. Especula-se que isso acontece devido à urbanização e a adoção de hábitos alimentares de países desenvolvidos, onde são encontrados os maiores números de casos da doença. “Por isso, é fundamental conscientizarmos a população e os médicos sobre esse tipo de câncer. Ele é passível de prevenção, então, por meio de informação de qualidade e correta, conseguimos diminuir o número de casos e fazer com que menos pessoas sofram e morram em decorrência desse tumor”, finaliza Dra. Denise.

O câncer colorretal é hereditário?
Existe uma porcentagem mínima de hereditariedade no caso do câncer colorretal, porém, é importante ficar atento caso algum familiar já tenha sido diagnosticado com a doença. “Especialmente nesses casos, nem sempre o sangue oculto das fezes é indicado. É melhor optar pela colonoscopia, pois os riscos de se encontrar pólipos nessas pessoas são maiores”, finaliza a médica.

Ações do ‘Março Marinho’
Além de convidar as pessoas para participar do programa de rastreamento, é necessário também educar, informar e divulgar as informações sobre a prevenção do câncer colorretal. Desta forma, o Hospital de Amor realizará, durante todo o mês de março, algumas ações em Barretos (SP) para alertar a população. Acompanhe algumas delas:

5 de março – Mutirão de testes preventivos no Hospital de Amor (durante o período da manhã);
8 de março – Palestras sobre a Prevenção do Câncer Colorretal e entrega do teste FIT, no Extra Supermercado (durante o período da manhã);
14 e 21 de março – Palestras sobre a Prevenção do Câncer Colorretal e entrega do teste FIT, no Ambulatório Médico de Especialidades - AME Clínico (durante o período da manhã);
23 de março – Palestra sobre a Prevenção do Câncer Colorretal para professores de Barretos (SP) e do Departamento Regional de Saúde (DRS V).

Previna-se! Se você se enquadra nos requisitos citados acima e faz parte do público-alvo do programa de rastreamento, venha até o Instituto de Prevenção, no Pavilhão Fernando & Sorocaba, ou entre em contato através do telefone: (17) 3321-6600, ramais 7193 e 7194.