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Em tratamento, paciente infantojuvenil realiza prova do Enem na instituição

 

Prestar vestibular e conseguir uma vaga na universidade é o sonho de milhares de pessoas. Muitas das vezes, esse desejo pode ser interrompido por conta de situações inesperadas, como a perda do horário da prova, ou algo mais grave, como o diagnóstico de alguma doença. Em 2017, essa poderia ter sido a realidade de Wanisleia Albino de Souza, de 18 anos, mas não foi.

Desde 2015, ela realiza tratamento no Hospital de Câncer de Barretos e luta contra um Neuroblastoma. Neste ano, nem a doença e nem as dores a impediram de prestar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) - que acontece nos dias 5 e 12 de novembro - e realizar o seu grande sonho: ser médica!

Apesar da jovem não participar das aulas aplicadas na ‘classe hospitalar’ da unidade Infantojuvenil, ela pôde fazer a prova na própria instituição para ter mais segurança. “Quando iniciei o tratamento, cheguei a prestar o Enem como treineira. Mas, por conta das dores que eu senti, acabei me saindo muito mal no final e fui aconselhada a realizar a prova no Hospital. Adorei a ideia e vi meu sonho chegar mais perto”, afirmou Wanisleia.

De acordo com a estudante, a preparação para a prova não foi fácil. Ela frequenta a escola regularmente em sua cidade (Ituiutuba – MG) mas, precisa se ausentar semanalmente por conta dos procedimentos do Hospital. “Eu estudei muito sozinha, assisti a videoaulas e me dediquei. Os professores me ajudaram a não perder o foco, principalmente, a professora de português, que me auxiliou com várias dicas para tirar nota máxima na redação”, contou.

Wanisleia já se sente pronta para enfrentar a maratona da próxima semana. Desta vez, nem a dificuldade na área de exatas (a prova do dia 12/11 comtemplará as matérias de Matemática e Ciências da Natureza) vai deixá-la insegura. “O fato de eu estar fazendo uma prova tão importante como esta, dentro do Hospital onde eu realizo meu tratamento, faz com que eu me sinta muito mais preparada e segura para conquistar bons resultados. Eu me sinto feliz e confiante!”, declarou a estudante.

Classe Hospitalar
Implantada em 2005, a classe hospitalar da unidade infantojuvenil do HCB conta com três professoras, uma voluntária na área de matemática e uma professora externa de inglês. Todo o material didático é oferecido pelo Governo do Estado de São Paulo e também pelas escolas de origem do paciente, o que define o conteúdo programático de cada aluno.

Segundo uma das professoras do projeto, Silveli Stuque Alves, a ‘classe hospitalar’ é multisseriada: a carga horária é estabelecida pelo Estado e deve-se respeitar o quadro clínico dos pacientes e sua rotina de tratamento. As avaliações são realizadas de forma contínua e sistematizada, procurando atender as diferentes disciplinas curriculares.

“Esperamos que a Wanisleia tenha um excelente desempenho, pois sabemos que não é nada fácil lidar com os efeitos colaterais, psicológicos e emocionais durante este período de tratamento. É a saúde e a educação caminhando juntas!”, finalizou Silveli.