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Unidade Infantojuvenil realiza 8ª edição do "Encontro de Pais Enlutados"

 

 

As perdas são permeadas por vários sentimentos, mas a tristeza, geralmente, é o que predomina por mais tempo. A unidade Infantojuvenil do Hospital de Câncer de Barretos, na tentativa de acolher as famílias que perderam algum ente querido durante o tratamento de câncer, para que possam encontrar apoio e amparo, realizou, no dia 3 de outubro, a 8ª edição do “Encontro de Pais Enlutados”.

O evento tem como objetivo estimular a troca de informações e sentimentos, proporcionando um momento de equilíbrio e celebração, além de amparar aquele pai ou mãe que se encontra com dificuldades para lidar e entender o processo da morte. De acordo com a oncologista pediátrica da unidade e coordenadora da iniciativa, Dra. Erica Boldrini, o ‘Encontro de Pais Enlutados’ surgiu em 2010 por conta da necessidade de oferecer apoio aos pais que passavam por muito sofrimento com o final da vida de seus filhos e que persistia com esse sentimento intenso de dor. “Acreditamos que a melhor fórmula para ajudá-los com a perda seja essa: encontrar essas famílias, conversar e entender as demandas que elas trazem”, afirmou.

Participaram deste 8º encontro cerca de 10 famílias, além de colaboradores do Hospital, entre médicos, equipe multiprofissional e voluntários. “A iniciativa é tão fundamental para essas famílias, que são elas mesmas que organizam e data e o recrutamento dos participantes, através de um aplicativo de celular. Todos veem buscando crescer, aprender e a lidar com a dor da perda, não se esquecendo jamais de quem já se foi”, explicou Dra. Erica.

As famílias presentes na reunião participaram de uma aula de aromaterapia – prática terapêutica que atua nos sistemas físicos, nas emoções e na mente, promovendo bem-estar, equilíbrio e harmonia pessoal – dinâmicas em grupo, atividades lúdicas e a liberação de balões no céu. “A liberação dos balões é um dos momentos mais emocionantes do evento. Nós pedimos para que eles escrevam, dentro de um coração, algo que reporte às pessoas que já se foram. No momento que eles soltam as bexigas, é como se estivessem enviando essa mensagem a eles”, declarou a psicóloga do Hospital Infantojuvenil, Mariana Gavioli.

Famílias
Pelo segundo ano consecutivo, Dayane Valeriano, de Araxá (MG), vem ao ‘Encontro de Pais Enlutados’ acompanhar a mãe. A oportunidade apareceu após perder a irmã Rúbia, há mais de 2 anos. “Depois que participamos pela primeira vez do evento, minha mãe mudou completamente o humor dela. Ela se tornou outra pessoa, principalmente por sentir que ela não é a única mãe que sente a dor de ter perdido um filho. Nosso desejo é que esse evento se estenda por muitos outros anos, para que ela possa vivenciar outras experiências e se recuperar ainda mais”, disse Dayane.

Já a mãe do Roneilson (falecido há mais de 1 ano por conta de um tumor de osteossarcoma) foi convidada pela primeira vez para comparecer ao encontro e já pode perceber os resultados positivos que esta iniciativa fez em sua vida. “O processo do luto é muito difícil e agora, que estamos começando a dar os primeiros passos para seguir uma vida normal, esse acolhimento é muito importante, pois podemos ver outros pais e mães que compartilham da mesma dor que nós. Estou mais tranquila e, com certeza, pretendo voltar nos próximos anos para dar forças a outras famílias”, declarou Maria de Nazaré.