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Educadoras debatem sobre as novas famílias com os colaboradores do Hospital

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou em 17 de maio de 1990 a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Isso significa que a homossexualidade deixou de ser considerada uma patologia.

Desde que isso aconteceu, a data virou símbolo da luta pelos direitos da população LGBT e, por isso, comemora-se o “Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia e a Transfobia”. Para celebrar a data, o Hospital de Câncer de Barretos realiza a Semana da Diversidade, com palestras e discussões sobre o tema.

Nesta quarta-feira (17.05), três educadoras participaram de um debate com os colaboradores da instituição sobre a percepção das novas famílias. Foram convidadas a psicopedagoga, Valéria Rosseto; a professora e coordenadora da licenciatura em Pedagogia do Unifeb, Lucia Aparecida Parreira, e a professora e doutora da Unesp de Franca (SP), Maria Cristina Piana.

Segundo Maria Cristina, é preciso parar para refletir sobre a vida e as práticas feitas pelo ser humano em sociedade quando se trata de família. “Todos nós temos família. Eu costumo dizer que falar de família é algo familiar. Temos diferentes tipos de família e com tamanhos variados. Família nada mais é, como dizem alguns autores, que a associação de pessoas que escolhem conviver por razões afetivas e assumem o compromisso de cuidar do outro”, afirmou.

Já a coordenadora do curso de Pedagogia da Unifeb falou sobre os vários tipos de família existentes e sobre os desafios desses núcleos. “A família é algo necessário e a pluralidade só fortalece as famílias. Precisamos respeitar e conviver com a diferença. Família é onde há respeito e amor. Ela é a primeira instituição que nos ajuda no nosso desenvolvimento como ser humano”, explicou Lúcia.

Para encerrar a palestra, a psicopedagoga Valéria Rosseto mostrou vídeos de casais homoafetivos que adotaram crianças e falou um pouco sobre como as escolas podem contribuir com as novas famílias. “A escola tem um papel fundamental de ajudar esses pais ou essas mães nessa caminhada”, disse.